Ontologia (em grego ontos e logoi,
"conhecimento do ser") significa o conhecimento do ser, e é um termo
de origem grega. Ontologia reproduz a natureza do ser, da existência dos entes,
da realidade e das questões metafísicas em geral.
A ontologia é uma parte da filosofia,
trata do ser concebido que tem uma natureza comum que é inerente a todos e a
cada um dos seres. Para a ontologia, qualquer coisa que existe é percebida
apenas como algo que é nada mais do que isso, por isso ela é fundamental para
muitos ramos da filosofia.
Acredita-se que o conceito de
ontologia tenha se originado na Grécia Antiga, tendo ocupado as mentes de
Platão e Aristóteles em seu estudo. Ainda que sua etimologia seja grega, o mais
antigo registro da palavra ontologia em si, é a sua forma em Latim ontologia,
que surgiu em 1606, no trabalho Ogdoas Scholastica, de Jacob Loard (Lorhardus),
e em 1613 no Lexicon philosophicum, de Rudolf Göckel.
Platão aponta a educação é alimentada pela pela promoção e pela
qualificação do ser, numa coletividade justa e voltada para o bem do individuo.
Nesse processo o individuo é educado para praticar a justiça, embora ela nem
sempre seja fácil de ser conceituada e fundamentada ou ao menos justificada pela
argumentação.
Platão acreditava que, se o Estado adotasse tal sistema educacional,
teria uma sociedade ideal, na qual todos se dedicariam ao trabalho para o qual
fossem aptos e estivessem preparados, e a sociedade, assim, seria feliz.
Aristóteles
Para Aristóteles, a Educação é superior às leis e o círculo da ciência do
humano se "fecha" na educação. A educação deve ser pública e direcionada
para a virtude. A virtude depende da boa parte da educação, da experiência e do
tempo. Para Aristóteles, é praticando as virtudes que nos tornamos virtuoso.
Tornamo-nos virtuosos não por sabermos o que é a justiça, mas por praticarmos a
mesma com sabedoria. Para Aristóteles, a virtude se define pelo meio termo
entre o excesso e a falta, ou seja, é o meio termo entre dois defeitos. o objetivo da educação é fazer as pessoas
virtuosas capaz de saber e compreender as justiçase fazer o uso dela. Devia, portanto, haver
três períodos de treinamento, adaptados aos três períodos do desenvolvimento do
homem.
As teorias de Platão e Aristóteles, ressaltando o emprego da educação
pelo Estado como meio de preparar bons cidadãos, não exerceram, em sua época,
grande influência na vida de Atenas. Ao contrário, dominava a dos sofistas, na
qual a educação se destinava a atender aos interesses individuais. O
individualismo daquele tempo não seria logo eliminado por uns poucos filósofos.
Portanto para Aristóteles o fim da arte e da educação é substituir a
natureza e completar aquilo que ela apenas começou e já para Platão a educação
deve propiciar ao corpo e à alma toda a perfeição e a beleza que podem ter.
Definir o que é filosofia não é
uma tarefa tão fácil, pois a própria filosofia já foi pensada e repensada desde
que o termo foi inventado por Pitágoras, por volta do século VI a.C. A palavra
é formada por duas palavras gregas, “filo” que quer dizer amor ou amizade e
“sophia” que quer dizer sabedoria ou conhecimento. Filosofia, portanto seria
amor pelo conhecimento, pela sabedoria. Sendo o filósofo um “amante do
conhecimento” isso significa que ele não é dono do saber, nem uma espécie de
guru ou sábio dogmático. O filósofo é apenas um amigo e amante da verdade que
está fora de seu domínio, seu papel é buscar a sabedoria, relacionar-se com ela
e dividi-la com os outros. Na época de Sócrates existia uma classe de sábios
chamados sofistas. Eram célebres pensadores que discursavam seus conhecimentos
para o público interessado em participar ativamente na política do estado.
Agiam com se fossem donos do saber e não endossavam o pensamento crítico.
Platão os descreve como aproveitadores e mestres didáticos, mais preocupados
com o ganho, com a comercialização do conhecimento, do que com a busca pela
verdade. A filosofia se contrapõe a sofística, pois os sábios sofistas
buscavam justificar verbalmente suas teorias usando de artifícios retóricos, e
não tinham nenhum compromisso com a verdade. O filósofo, como amante do saber,
não dispõe necessariamente deste saber, e o que ele pode fazer de fato é levar
outros a buscar junto com ele, o conhecimento.
FILOSOFIA NA VIDA
É a sua receita de vida. O que quer seguir, como seguir.
Tudo o que você é e escolheu ser monta sua filosofia de vida, o que vc
Ao escutarmos a palavra
"mitologia", quase
automaticamente a associamos à palavra "grega". De fato, a mitologia grega ganhou destaque sobre a mitologia de vários
outros povos pelo própria influência que a civilização e o pensamento grego
exerceram sobre o mundo, em particular sobre o Ocidente. Para se ter uma idéia
dessa influência, basta lembrar que a filosofia e a
matemática, por exemplo, são "invenções" gregas.
Da mesma maneira, a maioria
das palavras que dão nome às ciências têm origem grega: física, geografia,
biologia, zoologia, história, etc. Também vêm do grego as palavras que designam
os relacionamentos dos seres humanos entre si e em sociedade. É o caso de
palavras essenciais, como ética, política e democracia.
Herança grega
Se conseguimos compreender
a importância da herança grega para nossa civilização contemporânea - que está
cerca de 3000 anos distante dela - não é difícil imaginar a influência que os
gregos exerceram nas civilizações que lhes eram mais próximas em termos
temporais. É o caso dos romanos, por exemplo,
que dominaram a Grécia política e militarmente. No entanto, culturalmente,
adaptaram-se aos modelos gregos.
Mas podemos ir mais além.
Se o fim do Império Romano do Ocidente, em 476 d.C., representa o fim da
influência greco-romana nos padrões culturais do mundo ocidental, que passou a
ser modelado pelo cristianismo, por outro lado, a cultura e a mitologia
greco-romana são retomadas ao fim da Idade Média no período
que ficou conhecido como Renascimento, bem como
no século 18, quando se desenvolve um movimento cultural conhecido como
Neoclassicismo.
Religião e arte
Por outro lado, é
importante deixar claro que a mitologia grega ou greco-romana, em suas origens
mais remotas está ligada a uma visão de mundo de caráter religioso. Ao
contrário, à medida que avançamos no tempo em direção aos nossos dias, a
mitologia vai se esvaziando do significado religioso e ganhando, principalmente,
um caráter artístico. Em outras palavras, no século 15, ao retratar uma deusa
greco-romana como Vênus, o pintor Sandro Botticelli não
a encarava como uma entidade religiosa, mas como um ideal estético de beleza.
Na verdade, mesmo em termos
de Antigüidade, é muito difícil fazer uma separação entre mitologia e arte. A arte da Grécia antiga, por exemplo, trata
essencialmente de temas mitológicos. E foi através da arte que tomamos contato
com a mitologia grega: além de uma grande quantidade de templos (arquitetura),
de esculturas, baixo-relevos e pinturas, a literatura grega é a principal fonte
que temos dessa mitologia. Em especial, podemos destacar a obra de Homero, a
"Ilíada" e a "Odisséia", que datam provavelmente do século
9 a.C., e a de Hesíodo, "Teogonia", escrita possivelmente no século
seguinte.
Homero e Hesíodo
Essas três obras podem ser
consideradas as fontes básicas para o conhecimento da mitologia grega. A
"Teogonia" narra a origem dos deuses (Theos, em grego, significa
deus). Já a "Ilíada" e a "Odisséia" tratam de aventuras de
heróis, respectivamente Aquiles e Odisseu, embora a participação dos deuses em
ambas as narrativas sejam fundamentais. No entanto, além delas existem ainda
muitas outras obras antigas que têm como personagens entidades mitológicas -
sejam deuses, semi-deuses ou heróis.
Entre elas, merecem
destaque as tragédias(obras
teatrais) de Ésquilo, Sófocles e Eurípedes, pois através delas conseguimos
perceber com maior facilidade o significado simbólico que os mitos têm para a
própria existência humana. Por meio delas, talvez se evidencie mais o
significado que os mitos têm em termos psicológicos, que acabaram levando
psiquiatras como Sigmund Freud e Carl Jung a analisar o
significado dos mitos.
Vamos deixar de lado,
porém, o significado ou os significados dos mitos. Tudo o que se disse até
agora teve como exclusiva função apresentar o contexto que envolve os mitos
apenas para podermos apresentar a você, leitor, os próprios mitos, ou melhor,
pelo menos alguns deles.
A luta pelo poder
É interessante começar
dizendo que os gregos não acreditavam que o universo tivesse sido criado pelos
deuses. Ao contrário, eles acreditavam que o universo criara os deuses. Antes
de mais nada, existiam o Céu e a Terra, que geraram os Titãs, também chamados
de deuses antigos. O mais importante deles foi Cronos (ou Saturno, para os
romanos), que reinou sobre todos os outros. No entanto, o Destino - uma
entidade à qual os próprios deuses estavam submetidos - determinara que Cronos
seria destronado por um de seus filhos. Por isso, mal eles saíam do ventre
materno, Cronos os devorava. Réia, sua mulher, resolveu salvar seu último
filho, escondendo-o do marido. Este filho, Zeus, cumpriu a profecia, destronou
Cronos e retirou de seu estômago todos os irmãos que haviam sido devorados. Com
eles, Zeus passou a reinar sobre o mundo, de seu palácio no topo do monte
Olimpo.
Hércules (ou Hérakles, em grego), o maior de todos os
heróis gregos, era filho de Zeus filho de Júpiter e de Alcmena, mulher de
Anfitrião, rei de Tebas. Zeus, para enganar Alcmena na ausência do marido, então
envolvido na guerra com os Teléboas, povo da Acarnânia, tornou-se semelhante a
Anfitrião e foi encontrar-se com ela. Desse encontro resultou o nascimento de
Hércules, a quem Júpiter prometera um alto destino.
Ainda menino, Hércules deu provas da sua força e valentia. No tempo em que
desceu aos Lico, que chegou a ser rei de Tebas por usurpação, quis obrigar
Mégara, mulher de Hércules, a aceitá-lo como marido. Mas Hércules, que
oportunamente regressara, matou Lico.Juno, sempre indignada contra Hércules, que
era filho de uma concubina de seu marido, considerou injusto este crime e
inspirou em Hércules tal fervor que ele acabou por matar Mégara e os filhos que
tinha dela.Como Juno estava desejosa de se livrar do herói, instigou o irmão
mais velho deste, Eristeu, que o odiava, a obrigá-lo a realizar doze
empreendimentos difíceis e perigosos, que ficaram conhecidos pelos «Doze
trabalhos de Hércules»: estrangular o leão de Nemeia; capturar a corça dos pés
de bronze; matar as aves do lago Estinfalo; matar a hidra de Lerna; capturar
vivo o javali de Erimanto; matar Diomedes, rei da Trácia, que alimentava os seus
cavalos de carne humana; vencer as Amazonas; dominar Cérbero, o cão que guardava
os infernos, e libertar Teseu; matar o feroz touro de Creta; limpar os estábulos
do rei da Élida; matar o gigante Gérion; apanhar do jardim das Hespérides as
maçãs de ouro.Hércules levou a bom termo todas esta façanhas e ainda outros
trabalhos de igual perigo e dificuldade: estrangulou o gigante Anteu, filho da
Terra; livrou Hesíona, princesa da Frígia, do monstro que queria devorá-la,
etc.
Foram tantas e tão gloriosas as ações levadas a cabo por Hércules, que, depois
da sua morte, o incluíram no número dos deuses e lhe deram Hebe, deusa da
mocidade, por mulher.
Hércules representa-se na figura de um homem robusto e musculoso, coberto com
uma pele de leão e armado com uma maça muito pesada.