segunda-feira, 30 de abril de 2012

O Conceito de Ontologia



Ontologia (em grego ontos e logoi, "conhecimento do ser") significa o conhecimento do ser, e é um termo de origem grega. Ontologia reproduz a natureza do ser, da existência dos entes, da realidade e das questões metafísicas em geral.

A ontologia é uma parte da filosofia, trata do ser concebido que tem uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres. Para a ontologia, qualquer coisa que existe é percebida apenas como algo que é nada mais do que isso, por isso ela é fundamental para muitos ramos da filosofia.

Acredita-se que o conceito de ontologia tenha se originado na Grécia Antiga, tendo ocupado as mentes de Platão e Aristóteles em seu estudo. Ainda que sua etimologia seja grega, o mais antigo registro da palavra ontologia em si, é a sua forma em Latim ontologia, que surgiu em 1606, no trabalho Ogdoas Scholastica, de Jacob Loard (Lorhardus), e em 1613 no Lexicon philosophicum, de Rudolf Göckel.

Pensamento Educacional de Platão e Aristóteles


Platão aponta a educação é alimentada pela pela promoção e pela qualificação do ser, numa coletividade justa e voltada para o bem do individuo. Nesse processo o individuo é educado para praticar a justiça, embora ela nem sempre seja fácil de ser conceituada e fundamentada ou ao menos justificada pela argumentação.

Platão acreditava que, se o Estado adotasse tal sistema educacional, teria uma sociedade ideal, na qual todos se dedicariam ao trabalho para o qual fossem aptos e estivessem preparados, e a sociedade, assim, seria feliz.

Aristóteles

Para Aristóteles, a Educação é superior às leis e o círculo da ciência do humano se "fecha" na educação. A educação deve ser pública e direcionada para a virtude. A virtude depende da boa parte da educação, da experiência e do tempo. Para Aristóteles, é praticando as virtudes que nos tornamos virtuoso. Tornamo-nos virtuosos não por sabermos o que é a justiça, mas por praticarmos a mesma com sabedoria. Para Aristóteles, a virtude se define pelo meio termo entre o excesso e a falta, ou seja, é o meio termo entre dois defeitos.  o objetivo da educação é fazer as pessoas virtuosas capaz de saber e compreender as justiças  e fazer o uso dela. Devia, portanto, haver três períodos de treinamento, adaptados aos três períodos do desenvolvimento do homem.

As teorias de Platão e Aristóteles, ressaltando o emprego da educação pelo Estado como meio de preparar bons cidadãos, não exerceram, em sua época, grande influência na vida de Atenas. Ao contrário, dominava a dos sofistas, na qual a educação se destinava a atender aos interesses individuais. O individualismo daquele tempo não seria logo eliminado por uns poucos filósofos.

Portanto para Aristóteles o fim da arte e da educação é substituir a natureza e completar aquilo que ela apenas começou e já para Platão a educação deve propiciar ao corpo e à alma toda a perfeição e a beleza que podem ter.



PENSAMENTOS DE PLATÃO



PENSAMENTOS DE ARISTÓTELES



domingo, 29 de abril de 2012

“Filosofia” e “Filosofia de Vida”

O que é Filosofia?

 

              Definir o que é filosofia não é uma tarefa tão fácil, pois a própria filosofia já foi pensada e repensada desde que o termo foi inventado por Pitágoras, por volta do século VI a.C. A palavra é formada por duas palavras gregas, “filo” que quer dizer amor ou amizade e “sophia” que quer dizer sabedoria ou conhecimento. Filosofia, portanto seria amor pelo conhecimento, pela sabedoria. Sendo o filósofo um “amante do conhecimento” isso significa que ele não é dono do saber, nem uma espécie de guru ou sábio dogmático. O filósofo é apenas um amigo e amante da verdade que está fora de seu domínio, seu papel é buscar a sabedoria, relacionar-se com ela e dividi-la com os outros.
            Na época de Sócrates existia uma classe de sábios chamados sofistas. Eram célebres pensadores que discursavam seus conhecimentos para o público interessado em participar ativamente na política do estado. Agiam com se fossem donos do saber e não endossavam o pensamento crítico. Platão os descreve como aproveitadores e mestres didáticos, mais preocupados com o ganho, com a comercialização do conhecimento, do que com a busca pela verdade.
           A filosofia se contrapõe a sofística, pois os sábios sofistas buscavam justificar verbalmente suas teorias usando de artifícios retóricos, e não tinham nenhum compromisso com a verdade. O filósofo, como amante do saber, não dispõe necessariamente deste saber, e o que ele pode fazer de fato é levar outros a buscar junto com ele, o conhecimento.



FILOSOFIA NA VIDA

É a sua receita de vida. O que quer seguir, como seguir.
        Tudo o que você é e escolheu ser monta sua filosofia de vida, o que vc
sempre acho de melhor ou de ruim pra si mesmo.
parte-1

parte-2

Os mitos gregos e sua influência na cultura ocidental

Mitologia Grega



Ao escutarmos a palavra "mitologia", quase automaticamente a associamos à palavra "grega". De fato, a mitologia grega ganhou destaque sobre a mitologia de vários outros povos pelo própria influência que a civilização e o pensamento grego exerceram sobre o mundo, em particular sobre o Ocidente. Para se ter uma idéia dessa influência, basta lembrar que a filosofia e a matemática, por exemplo, são "invenções" gregas.

Da mesma maneira, a maioria das palavras que dão nome às ciências têm origem grega: física, geografia, biologia, zoologia, história, etc. Também vêm do grego as palavras que designam os relacionamentos dos seres humanos entre si e em sociedade. É o caso de palavras essenciais, como ética, política e democracia.

Herança grega

Se conseguimos compreender a importância da herança grega para nossa civilização contemporânea - que está cerca de 3000 anos distante dela - não é difícil imaginar a influência que os gregos exerceram nas civilizações que lhes eram mais próximas em termos temporais. É o caso dos romanos, por exemplo, que dominaram a Grécia política e militarmente. No entanto, culturalmente, adaptaram-se aos modelos gregos.

Mas podemos ir mais além. Se o fim do Império Romano do Ocidente, em 476 d.C., representa o fim da influência greco-romana nos padrões culturais do mundo ocidental, que passou a ser modelado pelo cristianismo, por outro lado, a cultura e a mitologia greco-romana são retomadas ao fim da Idade Média no período que ficou conhecido como Renascimento, bem como no século 18, quando se desenvolve um movimento cultural conhecido como Neoclassicismo.

Religião e arte

Por outro lado, é importante deixar claro que a mitologia grega ou greco-romana, em suas origens mais remotas está ligada a uma visão de mundo de caráter religioso. Ao contrário, à medida que avançamos no tempo em direção aos nossos dias, a mitologia vai se esvaziando do significado religioso e ganhando, principalmente, um caráter artístico. Em outras palavras, no século 15, ao retratar uma deusa greco-romana como Vênus, o pintor Sandro Botticelli não a encarava como uma entidade religiosa, mas como um ideal estético de beleza.

Na verdade, mesmo em termos de Antigüidade, é muito difícil fazer uma separação entre mitologia e arte. A arte da Grécia antiga, por exemplo, trata essencialmente de temas mitológicos. E foi através da arte que tomamos contato com a mitologia grega: além de uma grande quantidade de templos (arquitetura), de esculturas, baixo-relevos e pinturas, a literatura grega é a principal fonte que temos dessa mitologia. Em especial, podemos destacar a obra de Homero, a "Ilíada" e a "Odisséia", que datam provavelmente do século 9 a.C., e a de Hesíodo, "Teogonia", escrita possivelmente no século seguinte.

Homero e Hesíodo

Essas três obras podem ser consideradas as fontes básicas para o conhecimento da mitologia grega. A "Teogonia" narra a origem dos deuses (Theos, em grego, significa deus). Já a "Ilíada" e a "Odisséia" tratam de aventuras de heróis, respectivamente Aquiles e Odisseu, embora a participação dos deuses em ambas as narrativas sejam fundamentais. No entanto, além delas existem ainda muitas outras obras antigas que têm como personagens entidades mitológicas - sejam deuses, semi-deuses ou heróis.

Entre elas, merecem destaque as tragédias(obras teatrais) de Ésquilo, Sófocles e Eurípedes, pois através delas conseguimos perceber com maior facilidade o significado simbólico que os mitos têm para a própria existência humana. Por meio delas, talvez se evidencie mais o significado que os mitos têm em termos psicológicos, que acabaram levando psiquiatras como Sigmund Freud e Carl Jung a analisar o significado dos mitos.

Vamos deixar de lado, porém, o significado ou os significados dos mitos. Tudo o que se disse até agora teve como exclusiva função apresentar o contexto que envolve os mitos apenas para podermos apresentar a você, leitor, os próprios mitos, ou melhor, pelo menos alguns deles.

A luta pelo poder

É interessante começar dizendo que os gregos não acreditavam que o universo tivesse sido criado pelos deuses. Ao contrário, eles acreditavam que o universo criara os deuses. Antes de mais nada, existiam o Céu e a Terra, que geraram os Titãs, também chamados de deuses antigos. O mais importante deles foi Cronos (ou Saturno, para os romanos), que reinou sobre todos os outros. No entanto, o Destino - uma entidade à qual os próprios deuses estavam submetidos - determinara que Cronos seria destronado por um de seus filhos. Por isso, mal eles saíam do ventre materno, Cronos os devorava.
Réia, sua mulher, resolveu salvar seu último filho, escondendo-o do marido. Este filho, Zeus, cumpriu a profecia, destronou Cronos e retirou de seu estômago todos os irmãos que haviam sido devorados. Com eles, Zeus passou a reinar sobre o mundo, de seu palácio no topo do monte Olimpo.
fonte:

sábado, 28 de abril de 2012

Hércules



Mitologia Hércules



Hércules (ou Hérakles, em grego), o maior de todos os heróis gregos, era filho de Zeus filho de Júpiter e de Alcmena, mulher de Anfitrião, rei de Tebas. Zeus, para enganar Alcmena na ausência do marido, então envolvido na guerra com os Teléboas, povo da Acarnânia, tornou-se semelhante a Anfitrião e foi encontrar-se com ela. Desse encontro resultou o nascimento de Hércules, a quem Júpiter prometera um alto destino.
         Ainda menino, Hércules deu provas da sua força e valentia. No tempo em que desceu aos Lico, que chegou a ser rei de Tebas por usurpação, quis obrigar Mégara, mulher de Hércules, a aceitá-lo como marido. Mas Hércules, que oportunamente regressara, matou Lico.Juno, sempre indignada contra Hércules, que era filho de uma concubina de seu marido, considerou injusto este crime e inspirou em Hércules tal fervor que ele acabou por matar Mégara e os filhos que tinha dela.Como Juno estava desejosa de se livrar do herói, instigou o irmão mais velho deste, Eristeu, que o odiava, a obrigá-lo a realizar doze empreendimentos difíceis e perigosos, que ficaram conhecidos pelos «Doze trabalhos de Hércules»: estrangular o leão de Nemeia; capturar a corça dos pés de bronze; matar as aves do lago Estinfalo; matar a hidra de Lerna; capturar vivo o javali de Erimanto; matar Diomedes, rei da Trácia, que alimentava os seus cavalos de carne humana; vencer as Amazonas; dominar Cérbero, o cão que guardava os infernos, e libertar Teseu; matar o feroz touro de Creta; limpar os estábulos do rei da Élida; matar o gigante Gérion; apanhar do jardim das Hespérides as maçãs de ouro.Hércules levou a bom termo todas esta façanhas e ainda outros trabalhos de igual perigo e dificuldade: estrangulou o gigante Anteu, filho da Terra; livrou Hesíona, princesa da Frígia, do monstro que queria devorá-la, etc.
        Foram tantas e tão gloriosas as ações levadas a cabo por Hércules, que, depois da sua morte, o incluíram no número dos deuses e lhe deram Hebe, deusa da mocidade, por mulher.
Hércules representa-se na figura de um homem robusto e musculoso, coberto com uma pele de leão e armado com uma maça muito pesada.